Visitar Israel e não conhecer as ruínas de Massada e o Mar Morto é impensável. Uma visita a Israel não é completa sem uma passadinha pelos dois. Nosso guia Guiorá nos pegou antes da 7 da manhã para fazermos estes dois passeios. Precisamos ir muito cedo devido ao calor. Massada fica distante de Jerusalém cerca de 1 hora e meia.

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A melhor maneira de sentir a energia do sítio arqueológico de Massada não é em uma excursão de turistas. Nós fomos com nosso guia privado e só não fomos assistir ao nascer do sol do alto da fortaleza porque não tínhamos a disponibiidade do guia para nos acompanhar nesta programação. O ideal a meu ver seria uma visita no final da tarde para se ter a experiência de assistir ao por do sol do alto da fortaleza. Nós subimos ao topo de teleférico, mas pra quem se aventura também é possível subir a pé e a caminhada é longa  ( 6,5 km que serpenteia a grande falésia)  em um sol escaldante de mais de 40 graus.  O teleférico só funciona a partir das 8 da manha.

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Massada é uma fortaleza a leste do Deserto da Judéia que foi reconhecida como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO em 2001. Foi lá que Herodes, o Grande, construiu seu palácio de inverno, a mais de 400 metros acima do nível do mar. A antiga cidade, foi construída em 30 a.C no topo de uma montanha em meio ao deserto.   Foi palco de um suicídio coletivo por parte dos moradores judeus que não queriam se entregar ao exército romano. O lugar foi descoberto em 1842 e escavado por volta de 1960.

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É uma história que impressiona pela emoção e por ter sido muito trágica. Foi lá que aconteceu um suicídio coletivo de judeus por conta da perseguição romana. Durante algum tempo, mais de 900 judeus resistiram aos romanos nesse lugar. Só que depois de ficarem acampados na base da montanha por um tempo, os romanos conseguiram construir uma rampa para atacar e destruir a muralha em 73 dc. E então conta-se que os tais rebeldes teriam se suicidado em massa para não serem capturados, mortos ou escravizados.

Massada está idealmente localizada acima da principal estrada que conecta a região central de Israel ao sul desta nação. Estradas essas que serviram como meio de transporte para o precioso sal do Mar Morto, através da Judéia para o resto do mundo antigo.

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Eu confesso que quando meu marido incluiu Massada em nossa programação eu não achei que seria uma visita tão legal. Porém, este passeio foi o que mais me impressionou e o que mais eu gostei nesta visita a Israel. Quando se chega no topo de Massada, temos a oportunidade de assistir um documentário curto com a explicação dos acontecimentos todos que ocorreram lá. E a história toda me impressionou muito.

A impressionante vista do deserto no lado Ocidental e a do Mar Morto voltado para o lado Oriental é um dos principais atrativos que levam milhares de visitantes ao topo plano de Massada.

Massada se revelou para mim como um dos sítios arqueológicos mais bem preservados que conheci ao redor do mundo. Só de saber que serviu de palco sangrento entre Judeus e Romanos e que permanece ali de pé até os dias de hoje me causou uma emoção indescritível.

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Depois de visitar a fortaleza de Massada, fomos conhecer o Mar Morto. O calor era insuportável e o estacionamento do local é desértico e sem nenhuma sombra. As temperaturas no verão ultrapassam com demasiada facilidade os 40 graus.  E, por isso, não se consegue aguentar muito tempo ao sol. O Mar Morto é, na verdade, um lago salgado  localizado no centro do Grande Vale do Rifi, ao sul de Israel, na região do Deserto da Judéia. Faz fronteira entre Israel e Jordânia e é a parte mais baixa do planeta – 427 metros abaixo do nível do mar.

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Devido ao clima único e rica concentração de minerais, o Mar Morto tem qualidades medicinais. São piscinas de lama, água do mar quente, águas termais e o ar limpo e seco. A água tem alta densidade, e isso é que faz com que as pessoas possam flutuar. Os tratamentos de saúde e spa, que cobrem o corpo com lama mineral negra, são mundialmente famosos.  As qualidades medicianais da água são muito úteis para aqueles que sofrem de problemas de respiração e pele.  O Mar Morto foi mencionado muitas vezes na Bíblia e em outros documentos históricos.

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Ao me deparar com o Mar Morto não encontrei aquela água azul que vi no Pinterest e nas fotos de sites de viagem.  Me decepcionei bastante. A água tem uma textura oleosa e eu me senti dentro de uma lata de azeite. Ele possui a maior concentração de sal do mundo. E, por causa desta concentração de sal, é impossível afundar em suas águas. Esta experiência não me fascinou muito não porque fiquei com aquela sensação que eu estava “peguenta” e “suja”.

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Tem muita gente que fez este passeio e adorou, mas eu não gostei muito não. Porque a sensação era como entrar em uma piscina de azeite. E ninguém aguenta ficar muito tempo na água. É só o tempo suficiente para flutuar e fazer umas poses para fotos e deu, já é o suficiente.  E o sal faz arder qualquer cortezinho  que se tem na pele. Nosso guia deu as instruções e disse que não se podia mergulhar, nem molhar a cabeça e o rosto. Principalmente, os homens pela barba. Ah…e se tem bijuteria como alguma correntinha, tem que tirar porque pela densidade do sal a peça estraga. Saí de lá com uma sensação estranha na pele e não senti nenhuma hidratação.

Longe de mim passar pelo banho de lama! Comprei alguns cremes produzidos a partir dos sais do Mar Morto e a marca mais conhecida é a Ahava.

E com este relato eu termino de contar para vocês como foi minha viagem para Jerusalém, Belém, Massada e Mar Morto.  Se você perdeu os outros posts, deixo aqui os links: Jerusalém Terra Santa, Jerusalém Terra Santa II . e Jerusalém Terra Santa e Belém

Beijos!

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